Homepage
Chat Papo Católico
Hospedagem de Sites
Sistema de Notícias
Loja Virtual
Rádios Católicas
Evangelhos Animados
Mural de Recados
Vela Virtual
Links e Parceiros
Cadastre-se
Fale Conosco
 
Receba novidades do catolicos em seu e-mail:
 
Notícias da Igreja Católica

CNBB diz que vai defender candidatos que 'não promovam mais violência'

Data: 14/02/2018

Brasília, 14 fev (por Amando Pupo – Estado de São Paulo) - No lançamento da Campanha da Fraternidade 2018, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), o presidente da instituição, cardeal Sergio da Rocha, afirmou que a igreja quer candidatos comprometidos com a justiça social e com a paz, e "não aqueles que promovam ainda mais a violência". A manifestação ocorreu após o cardeal ser questionado sobre como a igreja irá se posicionar sobre os candidatos das eleições 2018 que defendem a liberação de portes de armas em alguns casos, por exemplo.

O presidente da CNBB, cardeal Sérgio da Rocha, com a presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, durante lançamento da Campanha da Fraternidade de 2018, em Brasília

"A Igreja está orientando os próprios eleitores, não substituindo suas consciências, mas ajudando a formá-las", afirmou o presidente da CNBB a jornalistas logo após a cerimônia de lançamento da campanha, que tem como tema "Fraternidade e a Superação da Violência".

Com as presenças do secretário-geral da CNBB, dom Leonardo Steiner, da presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Cármen Lúcia, do secretário-executivo da Comissão Brasileira de Justiça de Paz, da CNBB, Carlos Moura, e do deputado federal Alessandro Molon (Rede-RJ), a solenidade foi marcada por discursos de alerta do poder público pela implementação de políticas públicas contra a violência.

Durante o feriado de carnaval, o 18.º policial militar foi morto no Rio de Janeiro (RJ). Na cidade foram registrados diversos saques, arrastões e roubos, que foram destacados nos discursos das autoridades nesta manhã.

DESARMAMENTO

A campanha da CNBB reforça a importância do Estatuto do Desarmamento, o qual congressistas tentam alterar. "É um grande equívoco achar que superamos a violência recorrendo a mais violência", afirmou o cardeal Sergio da Rocha. O presidente da Câmara dos Deputados, por exemplo, Rodrigo Maia (DEM0RJ), é a favor de mudanças no estatuto.

Na apresentação do texto da campanha, o secretário-executivo da Comissão Brasileira de Justiça e Paz (CBJP) da CNBB, Carlos Moura, destacou que uma alteração do Estatuto teria consequências ainda mais drásticas para a comunidade negra, vítima dos maiores índices de violência do Brasil.

Molon também criticou o Legislativo, que, segundo ele, está mais preocupado em aumentar penas de crimes para proteger o patrimônio, e não de crimes que atentam contra a vida. Ele ainda afirmou que o carnaval deste ano foi "de violência e omissão".

PREVIDÊNCIA

Aos jornalistas, o presidente da CBNN também falou das reformas defendidas pelo governo federal. Segundo ele, a Igreja tem alertado sobre o que ele chamou de "perda de direitos sociais". "Não podemos admitir que mais pobres, mais vulneráveis, possam arcar com sacrifícios maiores quando se trata de reformas e mudanças sociais", afirmou.

Para a CNBB, a reforma da Previdência "escolhe o caminho da exclusão social".

Homepage
 
CATÓLICOS.COM.BR
falecom@catolicos.com.br
formulário de contato
visitantes online agora: 7