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Notícias da Igreja Católica

Comentários às Leituras e Lectio Divina deste IV Domingo da Páscoa

Data: 14/05/2011

1ª Leitura – Atos dos Apóstolos 2, 14.36-41

Deus o constituiu Senhor e Cristo.

Eis outro trecho do discurso de Pedro no dia de Pentecostes. No centro da proclamação missionária do apóstolo domina ainda a figura do Cristo glorificado, exaltado como Senhor do Pai diante de quem ninguém pode assumir uma posição de neutralidade. A reação dos ouvintes é talvez formulada com uma pergunta-padrão que era utilizada pelos catecúmenos no rito da admissão ao batismo: «O que devemos fazer?» (v.37). O contraste anterior desenvolvido por Pedro entre «Deus o constituiu» e «vós o crucificastes» atingiu o coração de quem busca Deus com sinceridade: para eles inicia uma nova experiência de vida marcada pelo decisão deles («fazer»). E Pedro ajuda esta nova disponibilidade com um programa de conversão cristã que reflete nos seus quatro elementos a catequese moral da Igreja primitiva: o arrependimento, o batismo, o perdão dos pecados, o do dom Espírito Santo.

2ª Leitura – 1 Pedro 2, 20-25

Fostes reconduzidos ao pastor de vossas almas.

O capítulo 2 da primeira carta de Pedro traz um breve hino montado sobre três imagens bíblicas (o cordeiro pascal, o Servo sofredor, o bode expiatório da liturgia de expiação). A contemplação do Cristo paciente e glorioso gera no crente um compromisso de vida. O sofrimento ao qual ele é cotidianamente exposto pode trazer em si um mistério de fecundidade. Nós fomos curados paradoxalmente pelas suas feridas que sangram (v. 24): com a nossa paixão podemos continuar a força salvífica de sua paixão.

Evangelho – João 10, 1-10

Eu sou a porta das ovelhas.

A solene imagem do rebanho que pasta domina o capítulo 10 de João. No trecho deste domingo vemos se abrirem duas revelações de Jesus. A primeira (VV. 1-5) é desenvolvida sobre o contraste entre Jesus, bom pastor, e os mercenários, que só pensam em seus interesses, sacrificando por isso até rebanho. A ação do pastor é especificada com atenção: ele «entra pela porta» porque sua relação com o rebanho é de intimidade; à sua vocação que é pessoal e específica corresponde na ovelha a escuta feita de adesão e de fé («conhecem sua voz»); o pastor leva o rebanho para o êxodo dos pastos verdejantes. Depois da incompreensão (v.6), Jesus oferece uma segunda e mais alta revelação (vv. 7-10). Enquanto fala, Jesus talvez olha os hebreus que atravessam a «porta das ovelhas» e entram no pátio do templo para encontrar Deus na oração. Com um arrojo quase blasfemo para os judeus ele exclama: «Eu sou a porta das ovelhas» (v. 7), isto é se apresenta como o novo templo em que se entra plenamente em comunhão com Deus. Ele é a «denda de carne» (Jo 1,14) da Presença divina.

Lectio Divina – Jesus, o bom Pastor. Eu vim para que todos tenham vida e a tenham em abundância.

1. Oração inicial

Senhor Jesus, envia o seu Espírito para nos ajudar a ler as Escrituras com o mesmo espírito com o qual tu as lestes aos discípulos na estrada de Emaús. Com a luz da Palavra, escrita na Bíblia, tu os ajudaste a descobrir a presença de Deus nos acontecimentos dolorosos de tua condenação à morte. Assim, a cruz que parecia ser o fim de toda a esperança, se tornou para eles a fonte de vida e ressurreição.

Cria em nós o silêncio para ouvir tua voz na criação e nas Escrituras, nos eventos e pessoas, especialmente nos pobres e sofredores. Possa tua Palavra nos guiar para que também nós, como os dois discípulos de Emaús, possamos experimentar o poder da tua ressurreição e testemunhar aos outros que tu está vivo em nosso meio como fonte de fraternidade, justiça e paz. Isto te pedimos, Jesus, filho de Maria, que nos revelaste o Pai e nos enviaste o Espírito. Amém.

2. Leitura

a) Chave de leitura:

O evangelho deste domingo nos apresenta a figura tão familiar do Bom Pastor. Falando das ovelhas do rebanho de Deus, Jesus usa diferentes imagens para descrever a atitude daqueles que tomam conta do rebanho. O texto da liturgia focaliza os versículos de 1 a 10. No comentário em seguida acrescentamos os versículos de 11 a 18, porque trazem a imagem do “Bom Pastor” que ajuda a entender melhor o sentido dos versículos de 1 a 10. Durante a leitura, procura prestar atenção às diferentes imagens ou comparações que Jesus usa para se apresentar a nós como o verdadeiro pastor.

b) Uma divisão do texto para nos ajudar a leitura:

O traz três comparações unidas entre si:

João 10,1-5: A comparação entre o bandido e o pastor

João 10,6-10: A comparação da porta do rebanho

João,11-18: A comparação do bom pastor

c) O texto:

1'Em verdade, em verdade vos digo, quem não entra no redil das ovelhas pela porta, mas sobe por outro lugar, é ladrão e assaltante. 2Quem entra pela porta é o pastor das ovelhas. 3A esse o porteiro abre, e as ovelhas escutam a sua voz;

ele chama as ovelhas pelo nome e as conduz para fora. 4E, depois de fazer sair todas as que são suas, caminha à sua frente, e as ovelhas o seguem, porque conhecem a sua voz. 5Mas não seguem um estranho, antes fogem dele, porque não conhecem a voz dos estranhos.' 6Jesus contou-lhes esta parábola, mas eles não entenderam o que ele queria dizer. 7Então Jesus continuou: 'Em verdade, em verdade vos digo, eu sou a porta das ovelhas. 8Todos aqueles que vieram antes de mim são ladrões e assaltantes, mas as ovelhas não os escutaram. 9Eu sou a porta. Quem entrar por mim, será salvo; entrará e sairá e encontrará pastagem. 10O ladrão só vem para roubar, matar e destruir. Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância.

11“Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a vida por suas ovelhas. 12O assalariado, que não é pastor e a quem as ovelhas não pertencem, vê o lobo chegar e foge; e o lobo as ataca e as dispersa. 13Por ser apenas um assalariado, ele não se importa com as ovelhas. 14Eu sou o bom pastor. Conheço as minhas ovelhas e elas me conhecem, 15assim como o Pai me conhece e eu conheço o Pai. Eu dou minha vida pelas ovelhas. 16Tenho ainda outras ovelhas, que não são deste redil; também a essas devo conduzir, e elas escutarão a minha voz, e haverá um só rebanho e um só pastor. 17É por isso que o Pai me ama: porque dou a minha vida. E assim, eu a recebo de novo. 18Ninguém me tira a vida, mas eu a dou por própria vontade. Eu tenho poder de dá-la, como tenho poder de recebê-la de novo. Tal é o encargo que recebi do meu Pai”.

3. Momento de silêncio orante para que a Palavra de Deus possa penetrar em nós e iluminar a nossa vida.

4. Algumas perguntas para nos ajudar na meditação e na oração:

a) Qual parte do texto mais me impressionou? Por que?

b) Quais são as imagens que Jesus aplica a si mesmo? Como as aplica a si e o que significam?

c) Quantas vezes, no texto, Jesus usa a palavra vida e o que diz sobre a vida?

d) Pastor-Pastoral. Será que nossa ação pastoral continua a missão de Jesus-Pastor?

e) Como tornar límpido nosso olhar para poder ver o verdadeiro Jesus dos evangelhos?

5. Para os que desejam aprofundar o tema

a) O contexto em que foi escrito o evangelho de João:

Eis outro exemplo de como foi escrito e organizado o evangelho de João. As palavras de Jesus sobre o Pastor (Jo 10, -18) são como um tijolo inserido numa parede já pronta. Imediatamente antes, em João 9, 40-41, Jesus falava da cegueira dos fariseus. Imediatamente depois, em João 10, 19-21, vemos a conclusão da discussão sobre a cegueira. E assim, as palavras sobre o Bom Pastor ensinam como fazer para tirar dos olhos a cegueira. Com este tijolo a parede fica mais forte e bonita.

• João 10,1-5: A comparação entre o bandido e o pastor

Jesus inicia o discurso com a comparação da porta: “Em verdade, em verdade vos digo, quem não entra no redil das ovelhas pela porta, mas sobe por outro lugar, é ladrão e assaltante. Quem entra pela porta é o pastor das ovelhas!” Para entender esta comparação, devemos lembrar o que segue. Naquele tempo, os pastores tomavam conta do rebanho durante o dia. Com a chegada da noite, levavam as ovelhas num grande aprisco ou redil comunitário, bem protegido contra os bandidos e os lobos. Todos os pastores da mesma área levavam aí seu rebanho. Havia um guarda que tomava conta do rebanho durante toda a noite, Pela manhã chegava o pastor, batia as palmas das mãos sobre a porta e o guarda abria. O pastor chegava e chamava as ovelhas pelo nome. As ovelhas reconheciam a voz de seu pastor, se levantavam e saiam atrás dele para as pastagens. As ovelhas dos outros pastores ouviam a voz, mas elas continuavam onde estavam, porque a voz não lhes era conhecida. De quando em quando, havia o perigo do assalto. Os ladrões entravam por uma espécie de buraco, tirando as pedras do muro da muralha, para roubar as ovelhas. Não entravam pela porta, porque havia o guarda que vigiava.

• João 10,6-10: A comparação da porta das ovelhas

Aqueles que ouviam, os fariseus (Jo 9,40-41), não entendiam o que significava “entrar pela porta”. Jesus então explica: “A porta sou eu! Todos aqueles que vieram antes de mim são ladrões e assaltantes”. De quem está falando Jesus com esta frase tão dura?

Provavelmente, pelo seu jeito de falar dos assaltantes, se referia aos chefes religiosos que arrastavam o povo atrás deles, mas não respondiam às esperanças das pessoas. Não estavam interessados no bem do povo, mas em seus lucros e nos seus negócios. Enganavam o povo e o largavam à sua sorte. O critério fundamental para discernir entre o pastor e o bandido é a defesa da vida das ovelhas. Jesus afirma: “Eu vim para que tenham a vida e a tenham em abundância!” Entrar pela porta significa imitar a atitude de Jesus em defesa da vida das ovelhas. Jesus pede às pessoas de tomar a iniciativa de não seguir aquele que se apresenta fingindo-se pastor, mas que não está interessado na vida de cada ser humano.

• João 10,11-15: A comparação do Bom Pastor

Jesus muda a comparação. Antes ele era a porta, agora é o pastor. Todos sabiam como era um pastore e como vivia e trabalhava. Mas Jesus não é um pastor qualquer, é o bom pastor! A imagem do bom pastor é tirada do Antigo Testamento. Afirmando que é o Bom Pastor, Jesus se apresenta como aquele que vem realizar as promessas dos profetas e as esperanças do povo. Há dois pontos em que insiste: (a) Na defesa da vida das ovelhas: o bom pastor dá sua vida. (b) No mútuo entendimento entre o pastor e as ovelhas: o Pastor conhece suas ovelhas e elas conhecem o pastor.

E o falso pastor, que quer vencer sua cegueira, deve confrontar sua própria opinião com a opinião das pessoas. Era isto que os fariseus não faziam. Eles desprezavam as ovelhas e as chamavam “malditas e ignorantes” (cfr. Jo 7,49: 9,34). Pelo contrário, Jesus afirma que as pessoas possuem uma percepção infalível para saber quem é o bom pastor, porque reconhece a voz do pastor (Jo 104): “Elas me conhecem” (Jo 10,14). Os fariseus pensavam de ter a certeza de discernir as coisas de Deus. Mas na realidade eram cegos.

O discurso sobre o Bom Pastor traz duas importantes regras para tirar a cegueira farisaica dos nossos olhos: (a) Os pastores prestam muita atenção à reação das ovelhas, porque reconhecem a voz do pastor. (b) As ovelhas devem prestar muito atenção à atitude daqueles que se afirmam pastores para avaliar se realmente lhes interessa a vida das ovelhas, sim ou não, ou se são capazes de dar a vida pelas ovelhas. E os pastores de hoje?

• João 10,16-18: A meta a que Jesus quer chegar: um só rebanho e um só pastor

Jesus abre o horizonte e afirma que tem ovelhas que não são deste redil. E elas não ouvirão a voz de Jesus, mas quando a ouvirem, tomarão consciência que ele é o pastor e o seguirão. Aqui aparece a atitude ecumênica das comunidades do “Discípulo Amado”.

b) Ampliando il tema:

• A imagem do Pastor na Bíblia:

Na Palestina, a sobrevivência do povo dependia em grande parte com a criação de ovelhas e cabras. A imagem do pastor que guia suas ovelhas para os melhores pastos e assim alimentem era conhecida de todos, assim como todos conhecemos a imagem do motorista ou do piloto do avião. Era normal usar a imagem do pastor para indicar a tarefa daquele que governava e conduzia o povo. Os profetas criticavam os reis porque eram pastores que não se interessavam pelo seu rebanho e não o levavam para os melhores pastos (Jr 2,8; 10,21; 23,1-2). Esta critica contra os mais pastores foi crescendo na medida em que, por culpa dos reis, o povo viu-se levado rumo à escravidão (Ez 34,1-10; Zc 11,4-17).

Diante da frustração sofrida por causa da falta de guia dos maus pastores, aumentava o desejo ou a esperança de ter, um dia, um pastor que fosse realmente bom e sincero e que imitasse Deus na maneira de guiar o povo. Nasce assim o salmo “O Senhor é o meu pastor, nada me falta” (Sl 23, 1-6; Gn 48,15). Os profetas esperam que, no futuro, o próprio Deus seja o pastor que guia o seu rebanho (Is 40,11; Ez 34,11-16). E esperam que a partir disto o povo saiba reconhecer a voz de seu pastor: “Ouvi hoje sua voz” (Sl 95,7). Esperam que Deus chegue na qualidade de Juiz que julgará as ovelhas do rebanho (Ez 34,17). Nasce o desejo e a esperança que um dia Deus suscite bons pastores e que o messias seja um bom pastor para o povo de Deus (Jr 3,15; 23,4).

Jesus muda esta esperança em realidade e se apresenta como o Bom Pastor, diferente dos bandidos que roubavam o povo. Ele se apresenta como um Juiz que, no final, julgará como um pastor capaz de separar as ovelhas dos bodes (Mt 25,31-46). Em Jesus se realiza a profecia de Zacarias, para quem o bom pastor será perseguido pelos maus pastores, incomodados pela denúncia que ele faz: “Fere o pastor e espalha as ovelhas!” (Zc 13,7). E finalmente Jesus é tudo: é a porta, é o pastor, é o cordeiro!

• A comunidade do Discípulo Amado: aberta, tolerante e ecumênica:

As comunidades que estão por trás do evangelho de João eram formadas por diferentes grupos. Havia neles judeus, de mentalidade aberta, com uma atitude crítica em relação ao Templo de Jerusalém (Jo 2,13-22) e a lei (Jo 7,49-50). Havia também samaritanos (Jo 4,1-42) e pagãos (Jo 12,20), que se converteram, ambos grupos com suas origens históricas e seus costumes culturais bem diferentes do grupo dos judeus. Também se formadas por grupos humanos tão diferentes, as comunidades de João entenderam o seguimento de Jesus como uma vida de amor concreto e solidário. Respeitando as recíprocas diferenças, perceberão os problemas de convivência entre pagãos e judeus, que sacudiam as outras comunidades da época (At 15,5). Desafiadas pela realidade próprio tempo, as comunidades buscavam aprofundar as fé em Jesus, enviado do Pai que quer que todos sejam irmãos e irmãs (Jo 15,12-14.17) e que afirma: “Na casa de meu Pai há muitas moradas!” (Jo 14,2). Este aprofundamento facilitava o diálogo com outros grupos. E depois havia comunidades abertas, tolerantes e ecumênicas (Jo 10,16).

6. Salmo 23 (22)

O Senhor é o meu pastor

O Senhor é o meu pastor,

nada me falta.

Ele me faz descansar em verdes prados,

a águas tranqüilas me conduz.

Restaura minhas forças,

guia-me pelo caminho certo,

por amor do seu nome.

Se eu tiver de andar por vale escuro,

não temerei mal nenhum,

pois comigo estás.

O teu bastão e teu cajado

me dão segurança.

Diante de mim preparas uma mesa

aos olhos de meus inimigos;

unges com óleo minha cabeça,

meu cálice transborda.

Felicidade e graça vão me acompanhar

todos os dias da minha vida

e vou morar na casa do Senhor

por muitíssimos anos.

7. Oração final

Senhor Jesus, obrigado pela palavra que nos fez entender melhor a vontade do Pai. Faze que teu Espírito ilumine nossas ações e nos comunique a força para praticar o que tua Palavra nos revelou. Faze que nós, como Maria, tua Mãe, possamos não apenas ouvir, mas também praticar a Palavra. Tu que vives e reinas com o Pai e o Espírito Santo, pelos séculos dos séculos. Amém.

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