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Liturgia deste XVIII Domingo do Tempo Comum
XVIII Domingo do Tempo Comum (verde, glória, creio – II semana do saltério) Antífona da entrada Meu Deus, vinde libertar-me, apressai-vos, Senhor, em socorrer-me. Vós sois o meu socorro e o meu libertador; Senhor, não tardeis mais (Sl 69, 2.6) Oração do dia Manifestai, ó Deus, vossa inesgotável bondade para com os filhos e filhas que vos imploram e se gloriam de vos ter como criador e guia, restaurando para eles a vossa criação e conservando-a renovada. Por nosso Senhor Jesus Cristo, na unidade do Espírito Santo. 1ª Leitura – Eclesiastes 1, 2; 2, 21-23 As coisas terrenas são inconsistentes, desaparecem num instante, e é inútil se apegar a elas. Toda realidade traz dentro de si inquietação e angústia. A mensagem desta página bíblica é sempre atual diante da tentação de nos apegarmos às criaturas, de nos preocupar à toa, acreditando encontrar apoio em coisas que na realidade estão marcadas para desaparecer. Esta experiência é preciosa, não porque nos deve orientar à preguiça, à avareza ou ao pessimismo, mas porque purifica o coração e o leva a confiar nAquele que não passa, que resiste às mutações dos eventos terrenos; numa palavra confiar em Deus com a pobreza e a liberdade do coração. Leitura do livro do Eclesiastes – 2“Vaidade das vaidades, diz o Eclesiastes, vaidade das vaidades! Tudo é vaidade”. 2,21Por exemplo, um homem que trabalhou com inteligência, competência e sucesso vê-se obrigado a deixar tudo em herança a outro que em nada colaborou. Também isso é vaidade e grande desgraça. 22De fato, que resta ao homem de todos os trabalhos e preocupações que o desgastam debaixo do sol? 23Toda a sua vida é sofrimento. Nem mesmo de noite repousa o seu coração. Também isso é vaidade – Palavra do Senhor. Salmo responsorial Vós fostes, ó Senhor, um refúgio para nós. 1. Vós fazeis voltar ao pó todo mortal quando dizeis: “Voltai ao pós, filhos de Adão!” Pois mil anos para vós são como ontem, qual vigília de uma noite que passou. – R. 2. Eles passam como o sono da manhã, são iguais à erva verde pelos campos de manhã ela floresce vicejante, mas à tarde é cortada e logo seca. – R. 3. Ensinai-nos a contar os nossos dias e dai ao nosso coração sabedoria! Senhor, voltai-vos! Até quando tardareis? Tende piedade e compaixão de vossos servos! – R. 4. Saciai-nos de manhã com vosso amor, e exultaremos de alegria todo o dia! Que a bondade do Senhor e nosso Deus + repouse sobre nós e nos conduza! Tornai fecundo, ó Senhor, nosso trabalho. – R. 2ª Leitura – Colossenses 3, 1-5.9-11 Para são Paulo já estamos participando da ressurreição. É verdade que isto não está ainda claro, que está ai escondido. Mas é já uma realidade, que espera ser manifestada na glória. Enquanto isso, toda a nossa atenção deve se voltar além desta terra e de seu horizonte: a nossa conduta deve assumir o modelo e o princípio de Cristo ressuscitado, na mortificação de tudo o que é «terreno», e Paulo por terreno entende os vários aspectos do pecado, aquele que é tipicamente do «homem velho», do qual já nos libertamos. Portanto o que vale real e absolutamente não está fora, mas dentro de nós: no mundo interior, onde age e se faz sentir o mundo da ressurreição. O que é decisivo é a descoberta deste mundo, sua experiência, seu gosto. O resto passa em segunda ordem. A vida cristã é uma espera e uma antecipação daquela eterna. Leitura da carta de são Paulo aos Colossenses – Irmãos, 1seressusciatastes com Cristo, esforçai-vos por alcançar as coisas do alto, onde está cristo, sentado à direita de Deus; 2aspirai às coisas celestes e não às coisas terrestres. 3Pois vós morrestes, e a vossa vida está escondida, com Cristo, em Deus. 4Quando Cristo, vossa vida, aparecer em seu triunfo, então vós aparecereis também com ele, revestidos de glória. 5Portanto, fazei morrer o que em vós pertence à terra: imoralidade, impureza, paixão, maus desejos e a cobiça, que é idolatria. 9Não mintais uns aos outros. Já vos despojastes do homem velho e da sua maneira de agir 10e vos revestistes do homem novo, que se renova segundo a imagem do seu criador, em ordem ao conhecimento. 11Aí não se faz distinção entre grego e judeu, circunciso e incircunciso, inculto, selvagem, escravo e livre, mas Cristo é tudo em todos. – Palavra do Senhor. Evangelho – Lucas 12, 13-21 Louco e iludido é o rico que entrega seu sucesso e realização nas riquezas, esquecendo-se da íntima instabilidade e insegurança delas, a radical vaidade. Ele estava convencido que o que mais importava era acumular tesouros terrenos para si, e esquecia que a riqueza que vale e que resiste é aquela que se adquire e se aumenta diante de Deus. Existem pessoas que parecem ricas, e se encontram na miséria extrema; há pessoas que para as tabelas do mundo são pobres, mas possui a verdadeira riqueza. A graça, a santidade, as obras de caridade são a riqueza que resiste e não esta sujeita à mudança e à inconsistência das coisas co mundo. Trata-se de sermos pobres segundo o Evangelho. Aleluia, aleluia, aleluia. Felizes os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus (Mt 5,3). – R. Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas – Naquele tempo, 13alguém do meio da multidão, disse a Jesus: “Mestre, dize ao meu irmão que reparta a herança comigo”. 14Jesus respondeu: “Homem, quem me encarregou de julgar ou de dividir vossos bens?” 15E disse-lhes: “Atenção! Tomai cuidado contra todo tipo de ganância, porque mesmo que alguém tenha muitas coisas, a vida de um homem não consiste na abundância de bens”. 16E contou-lhes uma parábola: “A terra de um homem rico deu uma grande colheita. 17Ele pensava consigo mesmo: ‘O que vou fazer? Não tenho onde guardar minha colheita’. 18Entao resolveu: ‘Já sei o que fazer! Vou derrubar meus celeiros e construir maiores; neles vou guardar todo o meu trigo, junto com meus bens. 19Então poderei dizer a mim mesmo: Meu caro, tu tens uma boa reserva para muitos anos. Descansa, come, bebe, aproveita!’ 20Mas Deus lhe disse: ‘Louco! Ainda esta noite, pedirão de volta a tua vida. E para quem ficará o que tu acumulaste?’ 21Assim acontece com quem ajunta tesouros para si mesmo, mas não é rico diante de Deus”. – Palavra da salvação. Oração da assembléia PR: Apresentemos a Deus Pai nossos pedidos de filhos e filhas, dizendo: AS: Senhor, vinde em nosso auxílio. 1. Para que a Igreja seja pobre e livre como Jesus a quis, rezemos. 2. Para que os bispos, padres e diáconos imitem a Cristo, rezemos. 3. Para que os bens não desorientem o coração das pessoas, rezemos. 4. Para que os trabalhadores sejam renumerados dignamente, rezemos. 5. Para que surjam jovens dispostos a abraçar com amor a vocação sacerdotal, rezemos. Pode haver outras preces da comunidade. PR: Tudo isso, ó Pai, vos pedimos por Cristo, vosso Filho e nosso irmão. Sobre as oferendas Dignai-vos, ó Deus, santificar estas oferendas e, aceitando este sacrifício espiritual, fazei de nós uma oferenda eterna para vós. Por Cristo, nosso Senhor Antífona da comunhão Vós nos destes, Senhor, o pão do céu, que contém todo sabor e satisfaz todo paladar (Sb 16, 20). Depois da comunhão Acompanhai, ó Deus, com proteção constante os que renovastes com o pão do céu e, como não cessais de alimentá-los, tornai-os dignos da salvação eterna. Por Cristo, nosso Senhor.
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