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Abertura – Mensagem – 09/05/2008
“Não se deixem enganar de modo nenhum por pessoa alguma”. (2Ts 2,3) 1ª Leitura – Atos dos Apóstolos 25, 13b-21 «Jesus que morreu e que Paulo afirma estar vivo» De Jerusalém, Paulo foi levado, prisioneiro, para Cesaréia marítima. Depois de muitas reuniões tanto de judeus como de romanos, em que aqueles não cessaram de acusar Paulo, compareceu este perante o rei Agripa, de passagem em Cesaréia, e a quem o governador Festo resume a história de Paulo numa frase lapidar, cujo sentido ele evidentemente não alcançava, mas que resume toda a fé cristã: “Jesus, que morreu e que Paulo afirma estar vivo”. Desta fé, dá Paulo, agora ali, testemunho em plena sala de audiência do tribunal, antes de o dar noutro tribunal de César, em Roma, para onde apelara. Evangelho - João 21, 15-19 «Apascenta os meus cordeiros, apascenta as minhas ovelhas» As leituras de hoje e de amanhã são o epílogo do Evangelho de S. João, e referem-se a Pedro e a João. Hoje, Jesus confia a Pedro a missão de Pastor supremo da Igreja. E fá-lo depois de três vezes lhe ter pedido uma profissão de amor, certamente em resposta à tríplice negação que ele fizera durante a paixão. Esta profissão de amor será feita, primeiro, com a palavra, mais tarde, será selada com o próprio sangue. Pedro, tu me amas? No evangelho, em várias ocasiões, temos em Pedro a representação dos discípulos de Jesus, oriundos do judaísmo, que viam em Jesus o messias poderoso e glorioso da tradição de Israel. Daí o choque entre o desejo de fidelidade a Jesus e a ideologia tradicional com a concepção messiânica contrária à proposta de Jesus. Na narrativa de hoje, o autor tem o cuidado de superar a tradição da tríplice negação de Pedro, registrando sua tríplice afirmação de fidelidade a Jesus e seu martírio. Afirma-se assim a preeminência de Pedro no cuidado das ovelhas e anuncia-se seu martírio. Seguir Jesus significa renunciar ao desejo de poder e comprometer-se com ele no serviço humilde aos pobres e excluídos. © SIR – Serviço de Notícias
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